Trauma coletivo e o espaço
psicanalítico
ERLICH, Shmuel
Resumo
O presente trabalho aborda idéias a respeito da influência de
um contexto social traumático, marcado por circunstâncias
violentas, sobre a relação entre analista
e paciente e sobre o espaço psicanalítico.
De acordo com o autor, diferente do trauma vivenciado
individualmente, os traumas coletivos referem-se às
comunidades e sociedades traumatizadas às quais
pertencem tanto o paciente quanto o analista. E, na medida
que são membros da sociedade traumatizada, o trauma
afeta a ambos os participantes da relação
analítica. A partir desse contexto, o autor procura
mostrar de que maneira a convivência cotidiana com
mortes, ataques terroristas e massacres, que tem conseqüências
sociais bastante complexas, entra nas sessões analíticas.
E também como o analista deve estar atento para
a complexidade dessa situação, na busca
permanente da preservação do espaço
psicanalítico. Esses temas são ilustrados
com vinhetas clínicas que procuram mostrar como
é possível trabalhar com os pacientes após
a eclosão de um evento traumático, sublinhando
a infindável, rica e desconcertante variedade de
formas pelas quais a realidade externa encontra seu caminho
no espaço psicanalítico.
Descritores: Trauma coletivo. Espaço psicanalítico.
Objetividade. Subjetividade. Psicanálise em contextos
sociais violentos.
Abstract
The present work approaches ideas regarding the influence
of a traumatic social context, pinpointed by violent circumstances,
on the relation between analyst and patient and on the
psychoanalytic space. According to the author, differently
from the trauma experienced individually, collective traumas
refer to the traumatized communities and societies to
which both the patient and the analyst belong. And, as
they are members of the traumatized society, trauma affects
both the participants of the analytical relation. From
this context, the author seeks to show in which way the
daily living with deaths, terrorist attacks and massacres,
that have quite complex social consequences, enters analytical
sessions. And also how an analyst must pay attention to
the complexity of this situation, on the permanent search
for the preservation of the psychoanalytic space. These
themes are illustrated by clinical vignettes that seek
to show how it is possible to work with patients after
the emergency of a traumatic event, stressing on the endless,
rich and upsetting variety of forms by which external
reality finds its way through the psychoanalytical space.
Keywords: Collective trauma. Psychoanalytic space. Objectivity.
Subjectivity. Psychoanalysis in violent social contexts.
Resumen
El presente trabajo se acerca a ideas respecto a la influencia
de un contexto social traumático, marcado por circunstancias
violentas, sobre la relación entre analista y paciente
y sobre el espacio psicoanalítico. Conforme al
autor, diferentemente del trauma vivenciado individualmente,
los traumas colectivos se refieren a las comunidades y
sociedades traumatizadas a las que pertenecen tanto el
paciente como el analista. Y, en la medida que son miembros
de la sociedad traumada, el trauma afecta a ambos participantes
de la relación analítica. A partir de ese
contexto, el autor busca mostrar de qué modo la
convivencia cotidiana con muertes, ataques terroristas
y masacres, que tiene consecuencias sociales bastante
complejas, entra en las sesiones analíticas. Y
también como el analista debe estar atento para
la complejidad de esa situación, en la búsqueda
permanente de la preservación del espacio psicoanalítico.
Esos temas son ilustrados con viñetas clínicas
que buscan mostrar como es posible trabajar con los pacientes
después de la eclosión de un evento traumático,
subrayando la interminable, rica y desconcertante variedad
de formas por las que la realidad externa encuentra su
camino en el espacio psicoanalítico.
Palabras llave: Trauma colectivo. Espacio psicoanalítico.
Objetividad. Subjetividad. Psicoanálisis en contextos
sociales violentos.