Merci pour le chocolat:
genealogias e simulacros
Clarice Averbuck**, Lyon
A partir da análise de um filme de Claude Chabrol,
o autor põe em evidência as identificações
cruzadas dos personagens que constituem uma teia de relações,
consideradas ao mesmo tempo como cenas do mundo interno
e como processo de relações intersubjetivas
do grupo. O problema do conhecimento e das relações
entre verdade, falsidade e mentira é examinado
através da reflexão sobre as genealogias
e a cultura, inscrevendo a problemática do tempo
e dos vínculos no processo de humanização.
Discute-se a ação desruptiva promovida pela
entrada de um elemento novo no grupo, deixando manifesto
o amálgama perverso, encobridor da patologia do
vazio. Abre-se a discussão sobre o problema do
mal.
Descritores: Psicose fria. Amálgama perverso.
Tirania-e-submissão. Vergonha primária.
Abstract
Merci pour le chocolat: genealogies and simulacra
Based on the analysis of a movie by Claude Chabrol, the
author highlights the crossed identifications of characters,
building the net of relationships, seen at the same time
as scenes of the internal world and as intersubjective
group relations process. The issue of knowledge and the
relations between truth, falsehood and lie is analized
through considerations about genealogies and the culture,
including the issues regarding time and bonds in the humanization
process. The author discusses the disruptive action caused
by the addition of a new member to the group, wich exposes
the perverse amalgam that conceals the pathologies of
emptiness. The discussion about the evil is introduced.
Keywords: White psychosis. Perverse amalgam. Tyranny-and-submission.
Primary shame.
Resumen
Merci pour le chocolat: genealogías y simulacros
A partir del análisis de una película de
Claude Chabrol, el autor pone en evidencia las identificaciones
cruzadas de los personajes, constituyendo la tela de relaciones,
consideradas a un tiempo como escenas del mundo interno
y como proceso de relaciones intersubjetivas del grupo.
El problema del conocimiento y de las relaciones entre
verdad, falsedad y mentira es examinado mediante la reflexión
sobre las genealogías y la cultura, inscribiendo
la problemática del tiempo y de los vínculos
en el proceso de humanización. Se discute la acción
desruptora promovida por la entrada de un nuevo elemento
en el grupo, dejando manifiesto el amalgama perverso,
encubridor de la patología del vacío. Se
abre la discusión sobre el problema del mal.
Palabras llave: Psicosis fría. Amalgama perverso.
Tiranía y sumisión. Vergüenza primaria.