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SUMÁRIOS
 
 
 
 
VOLUME XII - 2005
Número 1

Técnica de trabalho clínico com adolescentes: “Entre a ação e a palavra”*

Luis Correa Aydo**, Montevidéu

* Trabalho apresentado na II Jornadas abiertas de Adolescencia da APU (Associação Psicanalítica do Uruguai). Montevidéu, maio de 2004.
** Licenciado em Psicologia, Presidente da AUDEPP (Associação Uruguaia de Psicoterapia Psicanalítica).

O trabalho terapêutico psicanalítico com adolescentes apresenta particularidades que devem ser resolvidas sem que para isso exista uma reflexão tão desenvolvida sobre a teoria da técnica como há para a psicanálise de crianças e adultos. Várias razões são expostas para poder explicar essa situação: peculiaridades do pensamento adolescente, da transferência, tendência ao acting e formas comunicacionais específicas. Entre as dificuldades do trabalho com esse segmento etário destaca-se que, à assimetria inerente à situação analítica, soma-se a assimetria geracional e as características próprias dos adolescentes pós-modernos.
Como sustentar condições de analisabilidade nesse contexto? Como pensar a tendência ao acting out dos adolescentes e que lugar atribuir-lhe no trabalho clínico? Distingue-se entre acting out e ato comunicacional, ou entre acting out benigno e maligno, por intermédio de uma vinheta clínica. Depois aborda-se a influência das determinações histórico-culturais para decodificar determinadas condutas e riscos das leituras ideologizadas do psicoterapeuta, a partir de seus próprios valores e costumes. Exemplifica-se com uma vinheta clinica. Finalmente, formula-se o lugar do analista como alguém que se oferece para trabalhar junto ao adolescente, descobrindo, a partir do que este é, o que será.

Descritores: aliança terapêutica, acting out, ato comunicacional, técnica psicanalítica, adolescência.


Abstract

Technique for clinical work with adolescents: “Between action and word”
Psychoanalytic therapeutic work with adolescents presents specificities that must be solved, although for this there is not as highly developed reflection on the theory of technique, as there is for the psychoanalysis of children and adults. Several reasons are shown to be able to explain this situation: specificities of adolescent thinking, of transference, of a tendency to acting out and specific forms of communication. Among the difficulties of working with this age group, we highlight that besides the asymmetry inherent to the analytic situation, there are the asymmetry of generation and the characteristics specific to postmodern adolescents. How can analyzability conditions be sustained in this context? How can one think about the tendency to adolescent acting out, and what place can it be given in clinical work? One distinguishes between acting out and act of communication, or between benign and malignant acting out by means of a clinical vignette. Then the influence of historical-cultural determinations is approached to decode certain behaviors and risks of the ideologized readings by the psychotherapist, based on his own values and customs. A clinical vignette is given as an example. Finally, the place of the analyst is formulated as someone who offers himself to work with the adolescent, discovering what he will be, based on what he is.

Keywords: therapeutic alliance, acting out, communicational act, psychoanalytic technique, adolescence.


Resumen

Técnica de trabajo clínico con adolescentes: “Entre la acción y la palabra”
El trabajo terapéutico psicoanalítico con adolescentes presenta particularidades que deben ser resueltas sin que para eso exista una reflexión tan desarrollada sobre la teoría de la técnica como hay para el psicoanálisis de niño y adultos. Varias razones se exponen para poder explicar esa situación: peculiaridades del pensamiento adolescente, de la transferencia, tendencia al acting y formas comunicacionales específicas. Entre las dificultades del trabajo con ese segmento de edad se destaca que, a la asimetría inherente a la situación analítica, se suma la asimetría generacional y las características propias de los adolescentes postmodernos.
¿Cómo sustentar condiciones de analizabilidad en este contexto? ¿Cómo pensar la tendencia al acting out de los adolescentes y qué lugar atribuirle en el trabajo clínico? Se distingue entre acting out y ato comunicacional, o entre acting out benigno y maligno, por intermedio de una viñeta clínica. Después se aborda la influencia de las determinaciones histórico-culturales para decodificar determinadas conductas y riesgos de las lecturas ideologizadas del psicoterapeuta, a partir de sus propios valores y costumbres. Se ejemplifica con una viñeta clínica. Finalmente, se formula el lugar del analista como alguien que se ofrece para trabajar junto al adolescente, descubriendo, a partir de lo que este es, lo que será.

Palabras llave: alianza terapéutica, acting out, acto comunicacional, técnica psicoanalítica, adolescencia.



 
 
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