Luis Correa Aydo**, Montevidéu
* Trabalho apresentado na II Jornadas abiertas de Adolescencia
da APU (Associação Psicanalítica do
Uruguai). Montevidéu, maio de 2004.
** Licenciado em Psicologia, Presidente da AUDEPP (Associação
Uruguaia de Psicoterapia Psicanalítica).
O trabalho terapêutico psicanalítico com adolescentes
apresenta particularidades que devem ser resolvidas sem
que para isso exista uma reflexão tão desenvolvida
sobre a teoria da técnica como há para a psicanálise
de crianças e adultos. Várias razões
são expostas para poder explicar essa situação:
peculiaridades do pensamento adolescente, da transferência,
tendência ao acting e formas comunicacionais específicas.
Entre as dificuldades do trabalho com esse segmento etário
destaca-se que, à assimetria inerente à situação
analítica, soma-se a assimetria geracional e as características
próprias dos adolescentes pós-modernos.
Como sustentar condições de analisabilidade
nesse contexto? Como pensar a tendência ao acting
out dos adolescentes e que lugar atribuir-lhe no trabalho
clínico? Distingue-se entre acting out e ato comunicacional,
ou entre acting out benigno e maligno, por intermédio
de uma vinheta clínica. Depois aborda-se a influência
das determinações histórico-culturais
para decodificar determinadas condutas e riscos das leituras
ideologizadas do psicoterapeuta, a partir de seus próprios
valores e costumes. Exemplifica-se com uma vinheta clinica.
Finalmente, formula-se o lugar do analista como alguém
que se oferece para trabalhar junto ao adolescente, descobrindo,
a partir do que este é, o que será.
Descritores: aliança terapêutica, acting out,
ato comunicacional, técnica psicanalítica,
adolescência.
Abstract
Technique for clinical work with adolescents: “Between
action and word”
Psychoanalytic therapeutic work with adolescents presents
specificities that must be solved, although for this there
is not as highly developed reflection on the theory of technique,
as there is for the psychoanalysis of children and adults.
Several reasons are shown to be able to explain this situation:
specificities of adolescent thinking, of transference, of
a tendency to acting out and specific forms of communication.
Among the difficulties of working with this age group, we
highlight that besides the asymmetry inherent to the analytic
situation, there are the asymmetry of generation and the
characteristics specific to postmodern adolescents. How
can analyzability conditions be sustained in this context?
How can one think about the tendency to adolescent acting
out, and what place can it be given in clinical work? One
distinguishes between acting out and act of communication,
or between benign and malignant acting out by means of a
clinical vignette. Then the influence of historical-cultural
determinations is approached to decode certain behaviors
and risks of the ideologized readings by the psychotherapist,
based on his own values and customs. A clinical vignette
is given as an example. Finally, the place of the analyst
is formulated as someone who offers himself to work with
the adolescent, discovering what he will be, based on what
he is.
Keywords: therapeutic alliance, acting out, communicational
act, psychoanalytic technique, adolescence.
Resumen
Técnica de trabajo clínico con adolescentes:
“Entre la acción y la palabra”
El trabajo terapéutico psicoanalítico con
adolescentes presenta particularidades que deben ser resueltas
sin que para eso exista una reflexión tan desarrollada
sobre la teoría de la técnica como hay para
el psicoanálisis de niño y adultos. Varias
razones se exponen para poder explicar esa situación:
peculiaridades del pensamiento adolescente, de la transferencia,
tendencia al acting y formas comunicacionales específicas.
Entre las dificultades del trabajo con ese segmento de edad
se destaca que, a la asimetría inherente a la situación
analítica, se suma la asimetría generacional
y las características propias de los adolescentes
postmodernos.
¿Cómo sustentar condiciones de analizabilidad
en este contexto? ¿Cómo pensar la tendencia
al acting out de los adolescentes y qué lugar atribuirle
en el trabajo clínico? Se distingue entre acting
out y ato comunicacional, o entre acting out benigno y maligno,
por intermedio de una viñeta clínica. Después
se aborda la influencia de las determinaciones histórico-culturales
para decodificar determinadas conductas y riesgos de las
lecturas ideologizadas del psicoterapeuta, a partir de sus
propios valores y costumbres. Se ejemplifica con una viñeta
clínica. Finalmente, se formula el lugar del analista
como alguien que se ofrece para trabajar junto al adolescente,
descubriendo, a partir de lo que este es, lo que será.
Palabras llave: alianza terapéutica, acting out,
acto comunicacional, técnica psicoanalítica,
adolescencia.