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SUMÁRIOS
 
 
 
 
VOLUME IX - 2002
Número 3

Quando um diretor de cinema sonha a psicanálise - considerações
sobre cinema e psicanálise
Os autores consideram as relações clássicas entre cinema e psicanálise através dos filmes que falam de psicanálise e que, fundamentalmente, constituem duas categorias principais. Em uma a psicanálise usa o cinema para seus próprios objetivos e em outra o cinema usa a psicanálise como fonte de histórias. Em ambos os casos, um utiliza o outro de maneira unilateral. Os autores propõem que os filmes que tratam de psicanálise podem ser considerados de acordo com um registro não somente descritivo, mas também criativo. Portanto, nestes filmes, como acontece com o sonho, é depositada uma intuição (elementos b) por parte do diretor com relação a aspectos suspensos e críticos da psicanálise e do psicanalista: o filme, independentemente da história, torna-se um instrumento criativo e não um documento descritivo sobre a psicanálise. Os autores, através de algumas vinhetas clínicas e cenas de filmes, aplicam seu método ao tema da participação afetiva do analista no processo terapêutico e concluem que os filmes, mesmo através das histórias mais agressivas, reconhecem a importância dos afetos do analista e a sua participação subjetiva na relação com o paciente.

Summary

The authors consider the classic relationships between cinema and psychoanalysis analyzing those films which deal with psychoanalysis. These relationships fundamentally fall in two main categories. In the first category, psychoanalysis uses the cinema for its own aims; whereas, in the second, the cinema, in turn, uses psychoanalysis as a source of stories. In both cases each of them make use of the other in a unilateral way. The authors, then, propose that the films, which deal with psychoanalysis, can be considered not only in a descriptive way, but also as a creative operation. Therefore, in these films, as in dreams, an unconscious perception (as b-elements) is deposited. from the filmmaker point of view concerning the suspended and critical aspects of both psychoanalysis and psychoanalysts: the film, regardless of the story, comes across as a creative operation and not a descriptive document about psychoanalysis. Through some little clinical vignettes and scenes from films, the authors apply their method to the analyst's affective participation in the therapeutic process and they find that the films, also when dealing with aggressive subjects, underline the importance of the analyst's affects and his subjective participation in the relationship with the patient.

Resumen

Los autores consideran las relaciones clásicas entre cine y psicoanálisis a través de los filmes que hablan de psicoanálisis y que, fundamentalmente, constituyen dos categorías principales. En una el psicoanálisis usa al cine para sus propios objetivos y en la otra el cine usa al psicoanálisis como fuente de historias. En ambos casos, uno utiliza al otro de manera unilateral. Los autores proponen que los filmes que tratan de psicoanálisis pueden considerarse de acuerdo a un registro no solamente descriptivo, sino también creativo. Por lo tanto, en estos filmes, como sucede con el sueño, se deposita una intuición (elementos b) por parte del director con relación a aspectos suspensivos y críticos del psicoanálisis y del psicoanalista: el filme, independientemente de la historia, se vuelve un instrumento creativo y no un documento descriptivo sobre el psicoanálisis. Los autores, a través de algunas viñetas clínicas y escenas de filmes, aplican su método al tema de la participación afectiva del analista en el proceso terapéutico y concluyen que los filmes, aun a través de las historias más agresivas, reconocen la importancia de los afectos del analista y su participación subjetiva en la relación con el paciente.


 
 
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