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Os autores consideram que o processo de
mudança psíquica envolve a elaboração
do luto pela perda de "teorias de vida" embasadas
na crença narcísica onipotente e sua substituição
por outras mais realísticas a respeito de como solucionar
os inerentes e naturais problemas da existência. O questionamento
da "verdade" destas teorias de vida, bem como a
aquisição da percepção da existência
do tempo, fazem parte do referido processo e isto diz respeito
tanto ao paciente como, em certa medida, também ao
analista. Tais problemas são vividos, reeditados e
revisados na relação transferência/contratransferência.
Apresentam um exemplo clínico para ilustrar. Ponderam
que os conceitos de simetria, assimetria, homogeneização
e diferenciação, que fazem parte da teoria bi-lógica
de Matte-Blanco, são elementos importantes para o estudo
e para a compreensão da dinâmica das mudanças
psíquicas que ocorrem num processo analítico
não estático.
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