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O estudo da criação literária
tem um efeito esclarecedor para a psicanálise. Partindo
desta perspectiva estudo a dupla função que
desempenha a palavra na literatura e na psicanálise.
A primeira veicula a experiência emocional, ao mesmo
tempo que oferece um caminho de assunção reflexiva
dela própria. Tomo como material para minha análise
uma passagem do canto VI da Ilíada e o conto "As
margens da Alegria", de João Guimarães
Rosa. O estudo de ambas as passagens permite estabelecer isomorfismos
e diferenças com processos emocionais vividos na experiência
psicanalítica.
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