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A ciência é uma só.
A questão central, hoje, é o enfrentamento complexidade
versus reducionismo, no qual a psicanálise tem contribuído
mais do que ela própria registra. Freud, apesar de
si mesmo, rompe com o cartesianismo ao demonstrar a multicausalidade
das neuroses. Bion e Matte-Blanco pavimentam essa mudança
de paradigma, ao postularem a "reverie" como fundante
de vida mental e a "Bi-lógica" como expressão
do inconsciente.
Demonstrado que não se transmite conhecimento (mas
o aprendizado é obrigatório), qual a ação
terapêutica da psicanálise? Esta questão
proposta por Strachey em 1934 está longe de encerrada.
Proponho que somos partícipes de um processo de maturação
que ocorre simultaneamente no analisando e em nós,
sendo cada análise, na verdade, duas auto-análises
correndo simultaneamente. Ou seja, trata-se de uma co-autoria,
como o amor ou a vida.
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