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O autor justifica metapsicologicamente
alguns dos males sociais de nossa época. O vazio interior,
a desconsideração nas relações
humanas, a aceleração do viver diário,
a drogadição, entre outros. Desenvolve a relação
entre os vínculos familiares simbióticos, a
ausência materna e a falta da função paterna
na organização psíquica da criança,
estimulada pelas novas formas de trabalho que privilegiam
a eficiência e advêm em acúmulo pulsional,
falta de matiz afetivo e indiscriminação na
constituição da sensorialidade. Aborda o problema
da identificação primária e a vinculação
entre a falência da mesma com os vínculos de
ter sobre os de ser, o problema da quantidade pulsional não
tramitada, a aceleração e a indiscriminação
na constituição do tempo. Postula que as situações
de mudança se acompanham de violência como expressão
da sufocação pulsional necessária, para
alcançar novas complexidades e a necessidade de aceitar
a fecundação pelos novos pensamentos.
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