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O presente trabalho tem por objetivo uma
breve revisão da evolução do conceito
de contratransferência, o qual está estreitamente
vinculado à evolução do conceito de identificação
projetiva. A autora discute a ampliação da compreensão
do conceito, incluindo não só a transferência
total (transferência - contratransferência), mas
também o produto da interação analista
paciente no campo analítico. Trabalhos de autores como
Ogden (1994a,b) e Ferro (1995), examinando a expressão
do funcionamento do par analítico e introduzindo os
conceitos de intersubjetividade e de holograma afetivo são
revisados. Na visão da autora, a compreensão
de que a transferência e a contratransferência
ocorrem simultaneamente, criando uma experiência intersubjetiva,
produto da fantasia inconsciente do par analítico,
tem implicações importantes na técnica
analítica utilizada e na experiência de supervisão.
O manejo e a utilização da contratransferência
na supervisão são abordados, ressaltando sua
importância no estabelecimento da identidade do analista.
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