Olhos da ressaca: O conflito estético em Dom Casmurro


Comentário de Juarez Guedes Cruz

Volume IX, Número 3, Novembro, 2002 - Revista de Psicanálise – SPPA


OLHOS DA RESSACA: O CONFLITO ESTÉTICO EM DOM CASMURRO

Juarez Guedes Cruz*, Porto Alegre

A partir de um vértice psicanalítico, são elaborados alguns comentários a respeito do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis e do impacto estético despertado pelo mesmo. Já de início é descartada qualquer pretensão de responder à célebre pergunta ‘Capitu traiu ou não traiu Bentinho?’ e o texto encaminha-se para uma construção imaginativa a respeito das possíveis motivações de Bento Santiago, levando em conta que, enquanto personagem de obra literária, Bentinho pode ser considerado como realização de aspectos psicológicos de qualquer um de seus leitores. Daí sua força e fascínio.

Introdução

Antes de tudo, é preciso situar de que modo compreendo minha participação, na qualidade de psicanalista, em uma atividade como essa. Entendo que um analista só está exercendo psicanálise quando se encontra, no seu consultório, com um paciente. Da mesma forma que um cirurgião só o é, de fato, dentro da sala cirúrgica, durante um ato operatório. Neste momento, portanto, eu não estou exercendo psicanálise. Sou apenas um sujeito informado a respeito de psicanálise, debatendo uma obra de literatura, no caso o romance Dom Casmurro, de Machado de Assis. Por isso, não esperem de mim qualquer tentativa de uma “psicanálise” de Machado de Assis, de Bento Santiago ou de Capitu. Tecerei, apenas, alguns comentários a respeito do impacto que o texto provocou em mim. é evidente que são comentários de alguém que olha as coisas sob o ponto de vista psicanalítico, mas predomina no que escrevi, e isto foi feito intencionalmente, a descrição do impacto estético despertado pelo romance.

1. Segredo e mistério

‘Capitu traiu ou não traiu Bentinho?’ Esta pergunta vem sendo feita pelos leitores de Machado de Assis há mais de um século.

E inicio meu texto com a resposta dada por Lígia Fagundes Telles. Para a escritora este questionamento é “...um teorema sem solução (...) um mistério”. E o mistério, diz ela, “...é a coisa mais fascinante que existe nessa nossa curta, difícil e desesperada existência”. E acrescenta: “é culpada? Não é culpada? Nada disso interessa. Capitu é o mar” (Telles, 2000).

Penso que as palavras de Lígia Fagundes Telles constituem um importante e útil lembrete a respeito da distinção que, em Apreensão da Beleza, Meltzer faz entre ‘mistério’ e ‘segredo’ (Meltzer e Williams, 1988). O ‘segredo’ situa-se na área do que está escondido e pode ser descoberto ou revelado. é, portanto, matéria mais afeita à investigação realizada pelos policiais e detetives do que tarefa para a psicanálise. Se, na qualidade de psicanalistas, nos aproximarmos de um ser ou coisa pondo em ação essa mente detetivesca, que necessita descobrir a chave ou a solução do segredo, dificultaremos nossa tarefa de compreensão. A preocupação em desvendar o segredo implica, por definição, em uma postura anti-estética da mente e nos torna impossibilitados de usufruir as emanações do que é essencial na vida em geral e em nosso paciente em particular.

Já o ‘mistério’ é algo que se refere à essência incognoscível das coisas e dos seres. Meltzer refere-se a mistério quando define o ‘conflito estético’, ou seja, a sofrida vivência emocional causada pelo violento contraste entre o exterior do objeto, acessível aos sentidos, e seu interior insondável, que só pode ser imaginado. Interior ao qual, por maior que seja a intimidade com o outro, jamais teremos acesso absoluto.

2. Bento e Capitu

Assim, no romance Dom Casmurro, de Joaquim Maria Machado de Assis, o conflito estético que a personagem Capitu provoca no marido, Bento Santiago, e nos provoca, se estabelece entre seu exterior perceptível (os ‘olhos oblíquos’, ‘de ressaca’, os braços admiráveis, a capacidade de recompor-se nas mais embaraçosas situações) e o interior inacessível aos sentidos, à razão ou à inteligência (seus sonhos, devaneios, silêncios, insatisfações, medos). Capitu pode ser imaginada, jamais apreendida em sua mais íntima natureza. Sua graça e vivacidade inundaram Bento Santiago de sensações e pensamentos dos quais ele, progressivamente, não pode dar conta. Invadido pelo ciúme, qual foi a atitude de Bento? Exila a esposa que, aos vinte e nove anos, está no auge da beleza.

Para bem entendermos a cruel providência de Bento Santiago, é necessário lembrar o quanto o ciúme patológico é uma defesa contra a inveja. No caso, inveja dos atributos de Capitu. Exemplo clássico é o de Otelo, tantas vezes citado por Bento. O mouro era um homem rude, criado nos afazeres na guerra, e foi incapaz de suportar a delicadeza de uma Desdêmona que podia amá-lo com um amor que ele não conseguia sentir por ninguém. De modo semelhante, Bento Santiago, o quase padre, mais afeito às ‘orgias do latim’ do que às delicadezas da paixão, não soube amar Capitu e não tinha condições para amar outra mulher, no caso de resolver-se pela separação.

Partindo desse vértice, pretendo sustentar no presente texto: o segredo não é se Capitu traiu ou não. O que fica em segredo, no romance Dom Casmurro, a história oculta, é o crime de Bento Santiago.

3. Bento Santiago e Otelo 

Vejamos em que circunstâncias Bento, em suas memórias, refere-se a Otelo. A primeira lembrança encontra-se no capítulo 72, onde lamenta que a vida e as tragédias do palco não aconteçam em uma cronologia invertida, iniciando pelo final, sempre infeliz, e terminando com os sorrisos do início. Diz ele: “...o destino, como todos os dramaturgos, não anuncia as peripécias nem o desfecho. Eles chegam a seu tempo, até que o pano cai, apagam-se as luzes, e os espectadores vão dormir. (...) Eu proporia (...) que as peças começassem pelo fim. Otelo mataria a si e a Desdêmona no primeiro ato, os três seguintes seriam dados à ação lenta e decrescente do ciúme, e o último ficaria só com as cenas iniciais ... Desta maneira, o espectador...iria para a cama com uma boa impressão de ternura e de amor...” (Machado de Assis, 1889, p. 171). Penso que, nesta fantasia de inverter ‘a cronologia dos gestos’, Bento Santiago tenta, através da anulação, livrar-se do remorso pela cruel atitude que teve com a mulher.

Isto é evidenciado no capítulo 135, no qual Otelo surge como figura inspiradora. Bento conta que fora ao teatro invadido pelo ciúme e pela idéia de suicidar-se, mas que, assistindo à peça de Shakespeare, resolvera mudar seus planos: “De noite fui ao teatro. Representava-se justamente Otelo (...) Vi as grandes raivas do mouro, por causa de um lenço — um simples lenço! — e aqui dou matéria à meditação dos psicólogos deste e de outros continentes, pois não me pude furtar à observação de que um lenço bastou a acender os ciúmes de Otelo e compor a mais sublime tragédia deste mundo. Os lenços perderam-se. Hoje são precisos os próprios lençóis; alguma vez nem lençóis há e valem só as camisas. Tais eram as idéias que me iam passando pela cabeça, vagas e turvas, à medida que o mouro rolava convulso, e Iago destilava a sua calúnia. Nos intervalos não me levantava da cadeira; não queria expor-me a encontrar algum conhecido. As senhoras ficavam quase todas nos camarotes, enquanto os homens iam fumar. Então eu perguntava a mim mesmo se alguma daquelas não teria amado alguém que jazesse agora no cemitério, e vinham outras incoerências, até que o pano subia e continuava a peça. O último ato mostrou-me que não eu, mas Capitu devia morrer” (Machado de Assis, 1889, p.244/245).

A diferença entre a conduta de Otelo e a de Bento Santiago reside no fato de que o crime do mouro é explícito: sufoca Desdêmona no leito conjugal. Já o crime do casmurro é, este sim, oblíquo e dissimulado. Desterra a mulher e deixa-a morrer.

Por que Capitu submeteu-se a este exílio? é outro mistério. Querer sustentar que essa seria uma das provas de sua culpa é agir como alguém interessado em acumular provas contra um réu. Ré, Capitu? No caso, seria a ré de um julgamento no qual apenas uma das partes, o casmurro Bentinho, teve o direito de depor. O crítico literário Ivan Cavalcanti Proença, ao questionar até onde são válidas as discussões em torno de Capitu, afirma: “...melhor seria que meditássemos sobre...D. Casmurro e até que ponto foi ... isento e imparcial ao retratar a companheira (...). D. Casmurro está contando depois...com seu próprio conceito firmado e a separação consumada. (...) Tudo se deu assim? Ou o ciúme retrospectivo, doentio...deturpava a visão exata dos fatos?” (Proença, 2002).

4. Um narrador perverso

Este Bento Santiago, personagem/narrador perverso, tão bem construído por Machado de Assis, é um homem débil, submetido à mãe, Maria da Glória, por uma promessa feita antes de sua concepção: teria que pagar com o sacerdócio o fato de nascer vivo. é o próprio Bento que, no capítulo 80, queixa-se do fato de a mãe ter escondido a promessa e de como a falta precoce do pai deixou-o submetido aos desígnios da progenitora: “...minha carreira eclesiástica era objeto de promessa feita quando fui concebido. (...) A promessa...aceita com misericórdia, foi guardada por ela, com alegria, no mais íntimo do coração.

(...) Meu pai, se vivesse, é possível que alterasse os planos. (...) Mas meu pai morrera sem saber nada, e ela ficou diante do contrato, como única devedora” (Machado de Assis, 1889, p.178/179). Embora Bento não perca a oportunidade de realçar as virtudes de Maria da Glória, considerando-a, nada mais nada menos, que ‘santa’, o fato é que sentiu-se tão violentado por essa intrusão da mãe que chega, nesse mesmo capítulo 80, a traçar um paralelo entre sua história e a do mito bíblico de Abraão e Isaac: “Como Abraão, minha mãe levou o filho ao monte da Visão, e mais a lenha para o holocausto, o fogo e o cutelo. E atou Isaac em cima do feixe de lenha, pegou do cutelo e levantou-o ao alto. No momento de fazê-lo cair, ouve a voz do anjo que lhe ordena da parte do Senhor: “Não faças mal algum a teu filho; conheci que temes a Deus”. Tal seria a esperança secreta de minha mãe” (Machado de Assis, 1889, p.180).

É bem plausível imaginar que a conduta despótica de Bento Santiago com relação a Capitu tenha o significado de uma vingança postergada. Submete a mulher ao mesmo tratamento que recebera de Maria da Glória, a primeira mulher de sua vida. Nesse sentido, também impõe ao filho o desterro ao qual fora submetido pela mãe, que enviou-o ao exílio do seminário. Isso ele encobre o tempo todo, ao chamá-la ‘Santa’, apesar de reconhecer ter tido o pensamento de que seria muito bom que a mãe morresse, pois isso o livraria dos estudos teológicos. é evidente que a leitura do romance de Machado de Assis é condicionada pela descrição de Bento Santiago. Ele necessita fazer-nos acreditar que Capitu é falsa, hipócrita e adúltera. Em inúmeras passagens do romance, Bento Santiago lança mão de recursos como o auto-elogio, a ênfase em detalhes que o favoreçam, a distorção dos sentimentos dos demais personagens, com uma única finalidade: esconder-se.

Tomada a decisão de exilar a mulher e o filho, Bento tem consciência de que praticou um crime. Ele próprio comenta como, depois de ter desterrado a esposa, voltou algumas vezes à Europa, mas jamais foi visitá-la. As viagens tinham apenas o propósito de que os amigos pensassem que ele, esposo enamorado, viajara para visitar Capitu. Vejamos como ele descreve as viagens e o objetivo das mesmas: “...Capitu começara a escrever-me cartas, a que respondi com brevidade e sequidão. As dela eram submissas, sem ódio, acaso afetuosas, e para o fim saudosas; pedia-me que a fosse ver. Embarquei um ano depois, mas não a procurei, e repeti a viagem com o mesmo resultado. Na volta, os que se lembravam dela, queriam notícias, e eu dava-lhas, como se acabasse de viver com ela; naturalmente as viagens eram feitas com o intuito de simular isto mesmo, e enganar a opinião” (Machado de Assis, 1889, p.251).

É possível conjecturar o quanto Bento Santiago, ao narrar sua história, não quer apenas, como afirmara no início do romance, ‘atar as duas pontas da vida’. Ele pretende, isto sim, atar nossa atenção à suspeita que levanta sobre o caráter de Capitu e, com isso, esconder seus próprios desejos e ocultar o fato de ter abandonado esposa e filho à própria sorte.

5. O fracasso na elaboração do conflito estético

Um trecho admirável do romance, resultante da intuição e do domínio da técnica por parte de Machado de Assis, é aquele em que Bento Santiago comenta como, na época em que pretendia escrever um ensaio erudito, procurou os vermes dos livros para que respondessem ‘o que havia nos textos roídos por eles’. Diz ter recebido a seguinte resposta dos vermes: “Meu senhor...nós não sabemos absolutamente nada dos textos que roemos, nem escolhemos o que roemos, nem amamos ou detestamos o que roemos: nós roemos” (Machado de Assis, 1889, p.91). Penso que aqui está um retrato do mundo interno desse casmurro. Ao descrever a resposta dos vermes, descreve-se. Casara com o amor de sua adolescência, mas essa beleza foi insuportável. Dominado pela mente do investigador suspicaz, esse Otelo tropical é incapaz de suportar a vivacidade e graça da esposa. Bento Santiago não sabe absolutamente nada do amor. Nem escolhe, nem ama, nem detesta aqueles com os quais convive. Apenas rói-lhes a vida. é esse o homem que concorre para o destino trágico da mulher e do filho e ainda consegue comer bem, dormir bem, ir ao teatro e escrever ensaios a respeito da ‘história dos subúrbios’.

Voltando às idéias de Meltzer: entendo que o triste epílogo da relação entre Bentinho e Capitu constitui-se em exemplo de um dos possíveis e trágicos desenlaces de uma relação na qual o conflito estético não foi elaborado. é claro que o drama descrito no Dom Casmurro está pintado com tintas carregadas e com os exageros próprios da obra de arte. Mas não poderemos negar o quanto, seguidamente, observamos tramas semelhantes no dia a dia de nossa prática clínica. Não precisamos ir longe para colhermos lições do crime que Machado de Assis expõe em seu romance. Quantas vezes a indiferença, o descaso, o desamor, a rotina da relação, assassinam a alma dos amantes e condenam ao desterro o mistério e ao exílio a essência estética das pessoas e dos relacionamentos.

6. Machado de Assis e seus personagens 

Capitu é considerada uma das grandes personagens da literatura brasileira. Se pensarmos que estético não tem a ver com beleza, mas com o que – seja belo ou terrível, digno ou indigno – nos chega diretamente, através dos sentidos e da emoção, somos levados a considerar que Bento Santiago, esse Bentinho fraco e submetido à ‘santa mãe’, também é personagem marcante. Quase tem sucesso em nos impor, através da calúnia, a culpa da infeliz Capitu. Faz-nos discutir até hoje se ela, que nem chegamos a ouvir, foi-lhe ou não infiel.

Agora, algumas palavras sobre Machado de Assis. Se Capitu é o mar, o que dizer de seu autor? O filme Vida e obra de Machado de Assis descreve-o como ‘alma curiosa de perfeição’. Um homem de origem humilde que estuda alemão aos cinqüenta e grego aos sessenta anos. Descreve-o também como ‘um íntimo do sofrimento’. Um homem ‘discreto e cifrado, que quase não deixou rastros’. Na verdade, pouco se sabe de sua infância: Machado de Assis não gostava de tocar no assunto. De dados concretos, a origem humilde, o fato de ser filho de pai mulato, pintor de profissão e de mãe portuguesa dos Açores. Sabe-se também que foi, na infância, o protegido de uma rica viúva dona de uma chácara onde os pais viviam e de, aos seis anos, ter perdido, em conseqüência de uma epidemia de sarampo, essa protetora e sua única irmã. E de, aos nove anos, ter-lhe falecido a mãe por tuberculose. Atormentado pela epilepsia, pelo medo da pobreza, pela cegueira que, aos quarenta e poucos, chegou a ameaçá-lo, Machado desenvolve, frente à vida, o recurso salvador da fina ironia, que é uma das características mais acentuadas e um dos traços mais deliciosos de seu estilo literário. Muitos daqueles que o conheceram descrevem o contraste entre a amargura de suas tramas literárias e a afabilidade que o caracterizava no convívio do dia a dia.

Nada surpreendente: esse é o destino do escritor e do artista. Transformar o drama pessoal em, como disse Federico Fellini, ‘assunto para ser contado’ (Fellini e Pettigrew, 1993, p.196) e, assim, presentear seus leitores com romances, contos, crônicas e poemas que nos ajudam a sonhar e aproximarmo-nos do mistério, “a coisa mais fascinante que existe nessa nossa curta, difícil e desesperada existência”.

Summary

Some comments regarding the novel Dom Casmurro by Machado de Assis and its aesthetic impact are elaborated from a psychoanalytical approach. The author starts by denying any pretensions to answer the famous question “Did Capitu betray Bentinho or not?”, and the article is directed to an imaginative construction regarding the possible motivations of Bento Santiago. It is also taken into account that, as a character of a literary work, Bentinho might represent the psychological aspects of any of its readers. There lies its force and allure.

Resumen 

A partir de un vértice psicoanalítico se elaboran algunos comentarios con respecto a la novela Dom Casmurro, de Machado de Assis, y del impacto estético despertado por él mismo. Ya desde el principio se descarta cualquier pretensión de responder a la célebre pregunta ‘Capitu traicionó o no traicionó a Bentinho?’ y el texto se encamina hacia una construcción imaginativa con respecto a las posibles motivaciones de Bento Santiago, teniendo en cuenta que, como personaje de obra literaria, a Bentinho se le puede considerar como la realización de aspectos psicológicos de cualquiera de sus lectores. De ahí viene su fuerza y fascinación.

Referências

FELLINI, F. & PETTIGREW, D. (1992) Federico Fellini. Eu sou um grande mentiroso. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995.
MACHADO DE ASSIS, J.M. (1889) Dom Casmurro. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975.
MELTZER, D., WILLIAMS, M.H. (1988) La Aprehensión de la Belleza. Buenos Aires: Spatia, 1990.
PóLVORA, H. (2002) Machado de Assis. Internet. Site da Academia Brasileira de Letras.
http://www.academia.org.br/machado.htm
PROENçA, I.C. (2002) Dom Casmurro. Internet. Site da Academia Brasileira de Letras.
http://www.academia.org.br/machado.htm
TELLES, L.F. (2000) Depoimento. In: Vida e obra de Machado de Assis – Vídeo. Arquivo TV Senado, Brasília.

Recebido em 05/07/2002
Aceito em 02/10/2002

Juarez Guedes Cruz
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* Membro Efetivo da Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre.